sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

A criação

Do Princípio Parte I

Da origem dos primeiros

Havia a AKATOSH no princípio, rompeu então seus pensamentos e derramou por sobre o vazio o elã da sua mente sempiterna. A energia eclodia pelos vales do nada em turbilhões de caos e cada pensamento ressoava em frequência distinta e desforme, cada um em seu tamanho e vibração perene, assim AKATOSH permitiu que o fosse. A princípio os pensamentos esfumaçavam-se e esvaíam-se em substância preenchendo o que não era. Então o deus dos deuses interrompeu dois terços da energia primordial impetuosa e moldou nove formas solenes e tremendas, a primeira forma era a maior e a que estava no centro das nove, AKATOSH os despertou e disse-lhes: Sois agora líderes do tudo, alegrem-se filhos de AKATOSH.
Disse-lhes AKATOSH. Jazidos vós sois em reinos sempiternos, todavia não ignoreis o que está fora porque dispersa está minha essência e o que há não adquiriu por forma ou beleza a plenitude do meu desejo, vejam então a minha vontade, que se assim os desejar, tomem a essência criadora e construam para si teus próprios domínios e que se revele os meus desígnios para todos e não haverá tormenta entre vós, e que assim seja até o fim dos tempos, para os que virão afrente possam adorá-los e chegarem até mim, pois eu sou o criador e vocês o caminho, e vós serão conhecidos por Os Primeiros.
Os primeiros tomaram para si um quinhão da essência divina e desenvolveram o seu domínio segundo sua vontade. O primogênito, segundo a linha de criação, e também o líder dos nove deuses era Phynaster, ele não se interessou em criar e escondido foi alimentasse da energia que somava o não era. Julianos tomou para si os pensamentos difusos do elã energético de AKATOSH e revelou a excentricidade da energia e alinhou os pensamentos estendendo-os para os outros a ordem das coisas que viriam a ser, e criou a tríplice do conhecimento: arte, ciência e política e seu símbolo tornou-se o triangulo. Dibella cantou uma música prazerosa e encheu o reino celeste de fecundidade voluptuosa, chamou-se soberana dos prazeres e senhora da paixão. Zenithar desaprovou o domínio de sua irmã Dibella com a mão esquerda e com a direita aprovou julianos, com o seu martelo esculpiu o universo e encheu-o de luz e ordem pelo que havia compreendido do designo de AKATOSH que julianos revelara: dos centros fumegantes fez sair bolas de energia e cor, as estrelas, alegrou-se do calor e luz de sua criação, AKATOSH elogiou os filhos e deu-lhes domínios próprios, da luz e trabalho a Zenithar e do Conhecimento a Julianos. Mara fecundou com palavras de graça e encheu-se o universo em amor e perfume adorável, desde o princípio os irmãos permitiram que o domínio de Mara entrelace aos seus pois era bom e agradável o que se revelou nela e confluísse naquele tom para sempre, mas Phynaster não permitiu que o domínio de sua irmã se mesclasse ao seu pois ainda não encontrará domínio e procurava avidamente encher-se de energia cósmica. Kynareth uniu-se Zenithar, este entregou a irmã um presente, a mais bela das estrelas, Kynareth a decompôs e criou os elementos formando centros de matéria sólida e gasosa e as colocou entorno das primeiras estrelas, Zenithar muitíssimo alegrou-se da abrangência e desígnios de sua irmã, pois eram segundo sua natureza bons para com ele e o que se revelava em submissão era adorável aos olhos de AKATOSH. Stendarr estudou o caos primordial e dele retirou uma quintessência de poder que preservou da ordem de Kynareth e Zenithar, Stendarr recebeu o domínio da magia que rompe a ordem do mundo. Belenus aproximou-se de AKATOSH e não procurou no pensamento vivo compreender os designo do pai na energia ecoante, mas revelou os princípios das leis espirituais na própria compreensão do seu espirito meditando por sobre si mesmo, e demostrou que seus caminhos evoluíam à bondade e sabedoria, dentro de si, das virtudes e do que era bom emanou a seus irmãos, e junto com as palavras de Mara, todos, com exceção de Phynaster, exaltaram AKATOSH pois compreendiam agora o amor e as coisas boas da sua natureza, e AKATOSH abençoou o filho Belenus e revelou a ele visões do que se seguiria, pois ainda não era chegada a hora de ser revelado o mal aos seus irmãos. Oghman recebeu o conselho de Belenus e esperou.